O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (19), em Nova Délhi, na Índia, que a Organização das Nações Unidas (ONU) lidere a governança global da inteligência artificial (IA).
Durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, Lula alertou que o avanço tecnológico ocorre em paralelo a um recuo do multilateralismo. "É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico", afirmou.
O presidente ressaltou a importância da universalidade da ONU para criar um modelo de governança que seja "multilateral, inclusivo e orientado ao desenvolvimento", mesmo diante de iniciativas como a da China e do G7.
Lula destacou os benefícios da IA para áreas como produtividade, saúde e segurança, mas também alertou para os riscos. "Discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e feminicídio" podem ser fomentados pela tecnologia, segundo ele.
Ele também mencionou que conteúdos falsos criados por IA podem "distorcer processos eleitorais e pôr em risco a democracia".
O Brasil propõe uma governança que respeite a "diversidade de trajetórias nacionais" e assegure que a IA "fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países", concluiu.