A Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula em seu desfile de Carnaval no Rio de Janeiro, gerou controvérsia e pode ter causado desgaste na relação do petista com o eleitorado evangélico. Uma das alas da escola, intitulada 'Neoconservadores em conserva', com alegorias que faziam referência a famílias em latas e símbolos religiosos, provocou reações negativas em setores conservadores e religiosos nas redes sociais. Lideranças do PT avaliam a situação e esperam a realização de pesquisas para medir o impacto real do episódio. A expectativa é que, após o retorno de Lula de viagem à Ásia, sejam pensadas estratégias para dialogar com o segmento evangélico, que historicamente apresenta rejeição ao partido. Dirigentes petistas descartam envolvimento na concepção do desfile, enquanto o presidente da legenda, Edinho Silva, classificou como 'ridículo' a tentativa de desgastar Lula com o episódio. O senador Flávio Bolsonaro e o Partido Novo anunciaram que acionarão a Justiça Eleitoral, alegando uso indevido de dinheiro público para campanha antecipada. Pesquisa recente indica que 61% dos evangélicos desaprovam a gestão de Lula. A primeira-dama Janja, que inicialmente iria desfilar, desistiu de última hora.
POLÍTICA
Escola de Samba gera polêmica e PT avalia danos à imagem de Lula com evangélicos
Desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio, que homenageou Lula, levanta polêmica e pode afetar relação do presidente com eleitores evangélicos. PT analisa cenário e planeja ações.