O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta quarta-feira (18) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado. A ação pede a retirada imediata de um vídeo divulgado por Machado em que ele distribui adesivos com a inscrição "O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026" e uma imagem do senador com seu pai, Jair Bolsonaro.
A representação acusa Gilson Machado de propaganda eleitoral antecipada. O documento também solicita multa por descumprimento e o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para investigar possível abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
"A mensagem veiculada não deixa margem para dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República", afirma o pedido, que considera o ato "verdadeira ação de campanha eleitoral, mediante utilização de meio físico de propaganda por intermédio de adesivo ou decalque".
A publicação do ex-ministro ocorreu em meio a questionamentos da oposição sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando campanha antecipada.
Em sua defesa, Gilson Machado alegou em live com o ex-ministro Marcelo Queiroga que o movimento é "espontâneo" e "não é ilegal", pois "não está falando em campanha, em número, nada". Ele também comparou o material ao recebimento de verba pública pelas escolas de samba, o que, segundo ele, não ocorreu com os adesivos. Machado prometeu "adesivaços" no Nordeste.
Gilson Machado, sanfoneiro, veterinário e empresário, comandou o Ministério do Turismo nos últimos dois anos da gestão Bolsonaro. Tentou se eleger senador pelo PL, mas foi derrotado. Em 2024, disputou a prefeitura de Recife, também sem sucesso. Recentemente, deixou o PL e se filiou ao Podemos, com a intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.