O Partido dos Trabalhadores (PT) condenou neste domingo o que classificou como um "ataque" a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação da legenda ocorre após a decisão de Dias Toffoli em se afastar da relatoria do caso do Banco Master na Corte.
Em nota oficial, o PT declarou que não "fará coro com nenhum oportunismo autoritário". O partido ressaltou que, embora apoie as investigações sobre o caso Master, não compactua com "pré-julgamento e linchamento de ninguém".
A legenda afirmou que, "por mais que seja urgente uma profunda reforma nas instituições brasileiras", incluindo o Judiciário, "essa necessidade não pode ser confundida com nenhum movimento fascista, organizado, que busca enfraquecer as instituições que sustentam o regime democrático".
A saída de Toffoli da relatoria foi definida em uma reunião ministerial na noite de quinta-feira. Reportagens posteriores trouxeram à tona falas atribuídas a ministros durante o encontro, o que gerou indignação entre magistrados, com um deles classificando o vazamento de "coisa de moleque".
O PT vê o episódio como um "ataque" que "enfraquece o Judiciário, alimenta o sentimento antissistema e pavimenta o caminho do autoritarismo", segundo a nota.
Integrantes do STF relataram que o vazamento agrava um cenário de desunião e desconfiança interna na Corte. A polêmica se intensifica após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório pericial sobre o celular do controlador do Master, Daniel Vorcaro, que teria menções a Dias Toffoli. Um pedido de suspeição contra o ministro foi protocolado.