O Tesouro Nacional autorizou o BRB a vender carteiras de crédito com garantia da União. A medida visa levantar cerca de R$ 730 milhões a valor presente para melhorar a liquidez de curto prazo do banco. A venda abrange carteiras que somam aproximadamente R$ 970 milhões.
A nova administração do BRB, que assumiu após a Operação Compliance Zero, busca recursos para lidar com potenciais perdas de ativos recebidos em troca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas do Banco Master. O plano para recompor o balanço do banco, enviado ao Banco Central, prevê a obtenção de pelo menos R$ 5 bilhões.
Entre as opções para sanear o balanço, o BRB considera uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), um empréstimo com consórcio de bancos e a criação de um fundo imobiliário. A direção do banco tem até 31 de março de 2025 para apresentar o balanço final e definir o valor exato a ser provisionado.
O BRB descarta, no momento, um aporte direto do governo do Distrito Federal, seu controlador. A prioridade é obter a linha de financiamento do FGC, considerada mais acessível, embora haja discussões nos bastidores sobre a necessidade de um aporte para cobrir o rombo deixado pelas operações com o Master.