O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor seu caixa após a liquidação do Banco Master. A medida garante liquidez ao fundo, mantido por bancos para cobrir quebras e liquidações no sistema financeiro.
O plano prevê a antecipação de cinco anos de contribuições futuras dos bancos, dividida em três parcelas mensais. Haverá ainda antecipações adicionais em 2027 e 2028, totalizando até sete anos de aportes antecipados.
As instituições financeiras também concordaram em aumentar temporariamente suas contribuições mensais ao FGC em até 60%, por no mínimo cinco anos. Atualmente, os bancos contribuem com 0,01% sobre os instrumentos financeiros cobertos pelo fundo.
O FGC já desembolsou cerca de R$ 36 bilhões para credores do Banco Master e ainda estima R$ 6,3 bilhões para pagamentos relacionados ao Will Bank. Perdas adicionais estão associadas a linhas de crédito concedidas pelo próprio FGC.
A recomposição do caixa é vista como passo prévio para uma reforma nas regras do fundo. Discussões incluem ampliação da fiscalização de balanços, restrição de alavancagem e redução da concentração na distribuição de produtos financeiros.