O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (11) o julgamento que pode definir o futuro político do ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente do diretório do MDB no Rio de Janeiro, Washington Reis. Condenado em 2016 a sete anos de prisão por crime ambiental, Reis, que está inelegível, busca reverter a decisão para viabilizar sua candidatura ao governo do estado ou a outro cargo majoritário.
O julgamento foi paralisado após o ministro Gilmar Mendes pedir vista do processo. Antes, o relator Flávio Dino votou pela manutenção da condenação, acompanhado por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. André Mendonça divergiu, posicionando-se pela absolvição.
A defesa de Reis apresentou recursos e demonstrou interesse em um acordo de não persecução penal (ANPP), sugerido por Gilmar Mendes. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já manifestou desinteresse, citando graves danos ambientais causados por obras, incluindo a construção de um condomínio em área protegida.
A controvérsia ambiental remonta à construção do condomínio Vila Verde, em Duque de Caxias, em área da reserva biológica do Tinguá. A sentença do STF de 2016 aponta que Reis atuou para viabilizar o loteamento irregular.
A decisão do STF sobre a inelegibilidade de Washington Reis pode alterar significativamente o cenário eleitoral no Rio de Janeiro. O caso já gerou desdobramentos políticos, incluindo a retirada de Reis da chapa de vice na eleição de 2022 e tensões com outros grupos políticos.