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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Lucro do Banco do Brasil cai 45,4% em 2025 e atinge R$ 20,68 bilhões

Lucro líquido ajustado do Banco do Brasil em 2025 foi de R$ 20,68 bilhões, queda de 45,4%. Resultado afetado por novas regras contábeis e aumento da inadimplência. Banco projeta recuperação em 2026.

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Lucro do Banco do Brasil cai 45,4% em 2025 e atinge R$ 20,68 bilhões

O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,68 bilhões em 2025, uma queda de 45,4% em comparação com o ano anterior. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (11) e impactado por novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência.

No último trimestre de 2025 (outubro a dezembro), o lucro foi de R$ 5,74 bilhões, 47,2% menor que no mesmo período de 2024. Contudo, houve uma alta de 51,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

A presidente do BB, Tarciana Medeiros, destacou que a geração de receitas aumentou, apesar das pressões da inadimplência. Ela ressaltou o desempenho das linhas de crédito a pessoas físicas e o Programa Crédito do Trabalhador, que liberou R$ 13 bilhões.

A resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou as regras de provisões (reservas para cobrir calotes) para perda esperada, em vigor desde janeiro de 2025, afetou o reconhecimento de receitas e despesas. O banco deixou de registrar R$ 1 bilhão em receitas de crédito.

A inadimplência geral, com atrasos superiores a 90 dias, subiu de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% ao final de 2025. O agronegócio e a carteira de cartões de crédito foram os segmentos mais afetados.

No agronegócio, a inadimplência encerrou o ano em 6,09%, um aumento de 1,25 ponto percentual no último trimestre. Já a inadimplência de pessoas físicas atingiu 6,56%, alta de 0,55 ponto percentual.

Apesar do aumento dos juros, o BB expandiu sua carteira de crédito em 2025. O saldo totalizou R$ 1,296 trilhão, com alta de 1,4% no trimestre e 2,5% no ano.

O crédito a pessoas físicas cresceu 7,6% em um ano, chegando a R$ 356,96 bilhões, impulsionado pela nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, com R$ 14,3 bilhões emprestados.

A carteira de Pessoa Jurídica avançou 0,6% em um ano, totalizando R$ 455,15 bilhões. Já o agronegócio registrou alta de 2,1%, com R$ 406,13 bilhões.

A carteira de crédito sustentável, que financia atividades com impactos positivos sociais e ambientais, cresceu 7,3% e representa 32% do crédito total do banco, somando R$ 415,1 bilhões.

As receitas de prestação de serviços caíram 1,9%, para R$ 34,81 bilhões, mas o resultado foi amenizado por receitas com administração de fundos, consórcios e mercado de capitais.

As despesas administrativas subiram 5,1%, para R$ 34,81 bilhões, devido a reajuste salarial e investimentos em tecnologia e cibersegurança.

Para 2026, o BB projeta recuperação, com lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. A expectativa é de crescimento de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito geral, com alta para pessoas físicas e queda para agronegócio e empresas.

Fonte: Agência Brasil

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