Brasil, 2 de fevereiro de 2026
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Bolsonaro solicita assistência religiosa na prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o recebimento de assistência religiosa em sua prisão. A defesa do ex-mandatário, condenado por sua participação em tentativas golpistas, indicou o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, para prestar esse apoio espiritual. Este pedido ainda está sendo analisado pelo STF.

A relação de longa data entre Bolsonaro e Rodovalho

O bispo Robson Rodovalho, em entrevista ao GLOBO, expressou que aguarda a decisão de Moraes e ressaltou que é amigo de Bolsonaro há mais de 25 anos. Durante seu tempo como deputado federal, de 2007 a 2011, Rodovalho e Bolsonaro foram colegas no parlamento, e o bispo foi um apoiador importante durante a campanha presidencial de Bolsonaro.

Rodovalho é o fundador da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, da Rede Gênesis de Televisão e da Rede Sara Brasil FM, além de ter um papel significativo no Conselho de Bispos e Pastores do Brasil (Concepab). Ele possui formação em Física e um PhD em ensino de física quântica e espiritualidade pela Florida Christian University, conforme informado em seu site pessoal.

No que diz respeito à sua influência, o bispo se descreve como alguém com “uma influência significativa nos campos da política, música, literatura, liderança e espiritualidade”, o que, segundo alguns analistas, pode afetar a dinâmica do apoio religioso na vida de Bolsonaro durante sua condenação.

Honra e expectativa com a indicação

Rodovalho também destacou a honra que sentiu ao receber a indicação para acompanhar Bolsonaro espiritualmente. “Bolsonaro é uma pessoa querida, amada. Temos uma relação de amizade profunda”, comentou o bispo, aludindo à possibilidade de prestar assistência espiritual ao ex-presidente.

Ele enfatizou que, até o presente momento, não houve contato direto com a defesa ou a família de Bolsonaro para discutir a logística da assistência religiosa. “Qualquer iniciativa depende de autorização judicial, e estou respeitando as regras e diretrizes estabelecidas”, disse Rodovalho, reiterando que “estamos orando muito por ele”.

Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos apresentados pela defesa de Bolsonaro, que incluem remição de pena por meio da leitura, acesso a uma televisão na cela, e, claro, a assistência religiosa regular.

Assistência espiritual: métodos e práticas

Sobre a natureza da assistência espiritual que pretende fornecer, Rodovalho explicou que não existe um modelo rígido, mas sim que as práticas devem ser adaptadas às condições emocionais e físicas da pessoa assistida. Ele mencionou que o trabalho envolve leituras bíblicas e orações, sempre visando o fortalecimento interior, de acordo com a situação do assistido.

“Desenvolvemos um programa de leituras bíblicas e orações. Tudo depende muito da situação em que a pessoa se encontra. O objetivo é levantar sua força interior, fortalecendo emoção, mente e coração”, explicou o bispo. Ele ressaltou que pode utilizar a música como ferramenta, dependendo do perfil da pessoa acompanhada, optando por ministrar através da música ou da palavra.

Rodovalho também afirmou que está em contato com a família de Bolsonaro e que recentemente trocou mensagens com a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), evidenciando o apoio emocional que mantém em relação ao ex-presidente.

O pedido de assistência religiosa vai além do apoio espiritual, pois integra um conjunto de solicitações feitas pela defesa de Bolsonaro ao STF. Além do acompanhamento religioso, há também um pedido para que ele entre no programa de remição de pena por leitura, bem como a solicitação de acesso a uma Smart TV em sua cela, argumentando que isso possibilitará o acompanhamento de conteúdos jornalísticos.

A situação continua a se desenvolver, com reações mistas da sociedade e dos diversos setores políticos, à medida que o STF analisa as solicitações e o papel da assistência religiosa no contexto constitucional e ético do tratamento de condenados no Brasil.

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