Um relatório técnico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou a existência de falhas graves e insanáveis em mais de 250 mil contratos de crédito consignado feitos pelo Banco Master. As operações, realizadas sob um acordo de cooperação técnica que expirou em setembro de 2024, levantam suspeitas de fraudes e violações na concessão de empréstimos a aposentados e pensionistas.
Fraudes e irregularidades no crédito consignado do Banco Master
De acordo com a análise do INSS, a ausência de documentos e comprovações legítimas nos contratos, representando 74,3% do total de acordos firmados entre outubro de 2021 e setembro de 2025, compromete a validade jurídica dessas operações. São 251.718 contratos sem qualquer prova da assinatura ou consentimento dos beneficiários, levantando suspeitas de empréstimos concedidos sem o conhecimento dos aposentados ou pensionistas.
Consequências para os beneficiários vulneráveis
O relatório aponta que essa falta de comprovação representa um risco elevado de fraudes, sobretudo à população idosa e pessoas com deficiência, que compõem a maior parte dos beneficiários. A ausência de provas do consentimento impede a validade jurídica dos créditos, expondo os beneficiários a descontos indevidos e prejuízos financeiros de caráter alimentar.
Resposta do Banco Master e do INSS
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Em nota, a entidade não se posicionou oficialmente sobre as irregularidades, enquanto o INSS informou que tentou, no segundo semestre de 2025, firmar um termo de compromisso para regularizar a situação, solicitando documentos que comprovassem a validade das assinaturas digitais via QR Code, o que não ocorreu. Após a não assinatura do termo, o banco foi liquidado por meio de decreto do Banco Central.
Investigações e ramificações
O Banco Master também é foco de investigação pela Polícia Federal, que apura fraudes envolvendo transações de aproximadamente R$ 12,2 bilhões com o Banco de Brasília (BRB). A investigação revela a gravidade do impacto financeiro e social causados pelas ações da instituição financeira.
Implicações futuras e riscos para aposentados
Segundo o INSS, a omissão na apresentação de contratos e a irregularidade das assinaturas criam um cenário de risco elevado para idosos, que podem ter seus benefícios descontados indevidamente. A autarquia destacou que a situação reforça a necessidade de maior rigor na fiscalização de operações financeiras realizadas junto ao público vulnerável.
Especialistas preocupam-se com a possibilidade de novas fraudes caso essas irregularidades não sejam esclarecidas e resolvidas de forma definitiva. O INSS continuará monitorando o caso, visando proteger os direitos dos beneficiários e garantir a legalidade dos contratos de crédito consignado.
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