Brasil, 2 de fevereiro de 2026
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Tarcísio de Freitas: de favorito do Centrão a plano B para o Palácio do Planalto

Nos últimos meses, o exato cenário político brasileiro passou a ser moldado por reviravoltas significativas. Entre essas mudanças, a figura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), surgia com destaque como um possível candidato ao Palácio do Planalto, especialmente em meio à crise de popularidade do presidente Lula. O interesse em sua candidatura trouxe à tona debates fervorosos no meio político, especialmente entre os partidos de centro-direita.

A ascensão de Tarcísio na política brasileira

Durante o ano passado, articuladores do centro-direita viam em Tarcísio uma alternativa promissora, capaz de desafiar a liderança de Lula nas eleições. O entusiasmo ficou evidente em eventos onde, em meio a risos, o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), chegou a brincar sobre a esperança que sua governança inspirava em empresários e líderes políticos. Havia um claro desejo de “trocar o CEO do país”, expressão utilizada pelo governador que, ao longo de sua gestão, buscou engajar-se de forma ativa com líderes partidários e foi responsável por pautas relevantes no Congresso.

Estratégias e desafios enfrentados

No entanto, Tarcísio não ficou imune às reações adversas de seu próprio campo político. A confiança nos rumos de sua candidatura foi ofuscada pela recuperação de Lula em pesquisas, que coincidiram com movimentos estratégicos de Bolsonaro em apoiar a candidatura do filho, Flávio, desestabilizando ainda mais o cenário esperado pelo Centrão. O governador, então, passou a lidar com os desafios de um “fogo amigo” de fações bolsonaristas que consideravam suas posturas políticas um tanto distantes dos princípios conservadores.”

Movimentações em busca da reeleição

Apesar dos desafios, Tarcísio mantém uma postura cautelosa. Preparando o terreno para sua reeleição, ele tem investido em visitas e “caravanas” pelo interior paulista, buscando estreitar laços com prefeitos e gestores municipais. Em resposta a críticas sobre a demora em repasses para saúde e infraestrutura, o governador promoveu eventos frequentes em seu Palácio, reforçando seu papel como líder próximo das demandas locais.

Inovações em sua gestão

Desse modo, além de preparar um cenário favorável para sua reeleição, o governador também tem atuado em projetos que buscam apresentar alternativas às iniciativas federais. O programa de bonificação extra na tabela do SUS, voltado para incentivar atendimentos em instituições privadas, e o projeto “Superação” que oferece cursos profissionalizantes e transferências de renda a famílias cadastradas no Bolsa Família, evidenciam o foco de Tarcísio em conectar sua imagem a ações concretas que beneficiem a população.

O desafio das eleições de 2026

Enquanto os analistas preveem a necessidade de uma estratégia mais sólida para a corrida presidencial de 2026, Tarcísio observa que sua candidatura pode perder força à medida que o tempo avança. Atualmente, o governador aparece como um “plano B” para a família Bolsonaro, que aguarda a definição dos rumos políticos nos próximos anos. A pressão por um enfrentamento direto com Lula aumenta à medida que o calendário eleitoral se aproxima, o que forçará o governador a decidir entre permanecer em sua atual posição ou arriscar-se em uma eleição presidencial.

Base de apoio e desafios na Alesp

Nos seus três primeiros anos de mandato, o governador conseguiu constituir uma base sólida na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com pesquisas apontando que cerca de 48 dos 94 parlamentares presentes às sessões votaram alinhados com o governador em pelo menos 80% dos casos. Essa estrutura de apoio será crucial, independentemente da escolha que Tarcísio fizer em relação a seu futuro político.

Conclusão: O futuro político de Tarcísio

Ao avaliar a trajetória de Tarcísio de Freitas, torna-se evidente que o governador não só navega por um cenário político volátil, mas também se prepara para os desafios que poderão definir seu futuro e o futuro do centro-direita nas eleições. Sua habilidade de manutenção da influência em São Paulo, assim como seu posicionamento em relação a lideranças do bolsonarismo, serão vitais para o que está por vir. A resposta para sua trajetória presidencial será revelada em abril de 2026, quando ele terá que decidir seus próximos passos, determinadas as interações políticas e o cenário que o aguarda.

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