Brasil, 7 de fevereiro de 2026
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Mercado projeta inflação de 4,06% para 2026 com estabilidade em outras variáveis econômicas

O primeiro Boletim Focus de 2026, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (5), revelou estabilidade nas projeções de câmbio, juros e PIB, enquanto a inflação projetada para o ano apresentou uma leve alta, indo de 4,05% para 4,06%. A atualização ocorre após oito semanas de queda contínua nas estimativas de inflação.

Inflação projetada mantém trajetória de estabilização

A inflação oficial do Brasil é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o boletim, a variação de 0,01 ponto percentual na previsão de inflação de 2026 ocorre após oito semanas consecutivas de queda nas estimativas. Quatro semanas atrás, o mercado financeiro previa uma inflação de 4,16% para o encerramento de 2026.

Para os anos seguintes, as projeções continuam estáveis, com inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% em 2028, indicando um cenário de relativa estabilidade na expectativa de inflação de médio prazo.

Meta de inflação e desempenho recente

A meta de inflação para 2025, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o limite inferior é de 1,5% e o superior, 4,5%. A prévia de dezembro apontou uma inflação de 0,25%, consolidando o resultado de 4,41% em 12 meses, dentro do limite da meta oficial.

Este foi o segundo mês consecutivo que o IPCA ficou dentro da margem de tolerância, após uma alta de 5,49% em abril. Em novembro, a inflação em 12 meses já havia recuado para 4,5%, após uma fase de números elevados desde o início do ano.

Números divulgados pelo IBGE

PIB, câmbio e juros mantêm previsões de estabilidade

As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanecem estáveis, com previsão de avanço de 1,8% em 2026 e 2027, e uma expansão de 2% para 2028. Da mesma forma, as estimativas para o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) também não sofreram alterações relevantes.

Câmbio e Selic

O mercado projeta que o dólar encerrará 2026 cotado a R$ 5,50, valor que permanece inalterado há 12 semanas. As previsões para 2027 e 2028 são, respectivamente, R$ 5,50 e R$ 5,52.

Já a Selic, que terminou 2025 a 15%, deve cair para 12,25% ao longo de 2026, seguido de uma redução para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando ficou em 15,25% ao ano, e tem sofrido ajustes desde maio do ano passado, após um período de redução.

A alta na Selic busca controlar a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. Por outro lado, a redução da taxa visa incentivar o consumo e a produção, favorecendo a atividade econômica.

Para mais informações, acesse a análise completa da agência Brasil.

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