O governo federal confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026, elevated em R$ 103 em relação aos atuais R$ 1.518. O reajuste de 6,79% entra em vigor em janeiro, refletindo no pagamento de fevereiro, e promete alterar diversos benefícios e programas sociais, como o INSS, BPC, seguro-desemprego e cadastro único.
Impactos do aumento do salário mínimo nos benefícios sociais
Abono salarial PIS/Pasep
O benefício será ajustado considerando o novo salário mínimo, podendo variar entre R$ 135,08 a R$ 1.621, dependendo do tempo de trabalho do beneficiário. Uma mudança importante é a alteração na regra de limite de earning, que deixará de acompanhar o reajuste do salário mínimo e passará a ser corrigido somente pela inflação, beneficiando principalmente os trabalhadores de menor renda. Quem tem direito começará a receber a partir de 15 de fevereiro de 2026, com calendário a ser definido pelo Codefat na próxima semana.
Benefícios do INSS
Quem recebe o piso do INSS passará a receber R$ 1.621 em 2026, enquanto o restante dos benefícios será reajustado pelo INPC, que acumulou 4,18% em 2025. Os depósitos devem seguir o calendário habitual, com pagamento ao final de cada mês, divididos entre beneficiários de até um salário mínimo e os que ganham acima, destacando o impacto positivo do aumento no valor pago aos aposentados e pensionistas.
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
O valor do BPC, destinado a idosos e pessoas com deficiência em extrema pobreza, passará a ser de R$ 1.621 em 2026, começando a ser pago já em fevereiro, referente ao benefício de janeiro. Para contratação, ocorre a necessidade de comprovar renda per capita entre ¼ de salário mínimo (R$ 405,25) e meio salário mínimo (R$ 810,50), além de novas regras de acesso, como cadastro biométrico obrigatório e atualização a cada dois anos.
Seguro-desemprego
Os valores do seguro-desemprego, que é uma ajuda financeira para demitidos sem justa causa, serão ajustados considerando o novo salário mínimo, ficando entre R$ 1.621 e R$ 2.424,11 em 2025, com limites que permanecem válidos para 2026. Caso o cálculo resulte em valor inferior ao salário mínimo, será pago automaticamente R$ 1.621, conforme a legislação vigente.
Trabalho intermitente e Cadastro Único
Para trabalhadores de trabalho intermitente, o salário por hora deverá ser de aproximadamente R$ 7,37, considerando o novo piso. Já o Cadastro Único terá o limite de renda familiar de até R$ 810,50 por pessoa, permitindo maior acesso a programas sociais.
Seguro-defeso
O benefício de um salário mínimo para pescadores artesanais também será atualizado, passando a valer R$ 1.621 em 2026, garantindo maior proteção durante os períodos de defeso, quando a atividade profissional é suspensa para preservação das espécies.
O novo salário mínimo e o cálculo do reajuste
O salário mínimo de R$ 1.621 será válido a partir de janeiro, com pagamento em fevereiro. O reajuste considera a soma da inflação (INPC de 4,4%) e do crescimento real do PIB de 2024, de 3,4%, limitado a um ganho real de 2,5%, aprovado por lei no ano passado. Assim, o valor representa um aumento de 6,79%, ou seja, R$ 103 acima do piso atual.
Para mais detalhes sobre o impacto do salário mínimo de R$ 1.621 nas diferentes áreas sociais, acesse esta reportagem.














