Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Flávio Bolsonaro confirma pré-candidatura à presidência em 2026

O anúncio feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que recebeu do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a missão de concorrer à Presidência da República em 2026, é visto com cautela pelo entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação de aliados, não dá para considerar que a decisão está tomada e que não haverá reversão nos próximos meses.

A reação do governo Lula ao movimento dos Bolsonaro

O movimento de Jair Bolsonaro, ao indicar que seu filho mais velho será seu candidato, foi visto por integrantes do governo Lula como uma reação ao mais recente entreveiro público envolvendo a família do ex-presidente e uma forma de reforçar o projeto da família Bolsonaro. O desentendimento recente entre Flávio e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ilustra a tensão interna: Michelle venceu uma disputa política sobre alianças no Ceará, se posicionando contra a aproximação dos bolsonaristas com o ex-presidencial Ciro Gomes. Esse posicionamento gerou críticas públicas não apenas de Flávio, mas também de seus irmãos Eduardo (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

Desafios de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Lula e seu entorno consideram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), como o candidato mais competitivo do grupo adversário. Contudo, também não subestimam o impacto que o nome Bolsonaro pode ter nas eleições. Uma ponderação feita por aliados de Lula é que, apesar de Flávio ser visto como o nome mais moderado da família, ele enfrentará dificuldades significativas em unir o Centrão em torno de sua candidatura. Isso se deve ao desgaste político que carrega por ser um membro da família Bolsonaro, especialmente em um momento em que seu pai cumpre pena em um processo de condenação por tentativa de golpe de estado.

Estratégias do PT em relação ao Centrão

O Partido dos Trabalhadores (PT) já está se mobilizando para fragmentar partidos do Centrão, como MDB, PSD, Republicanos e PP nos estados, com o objetivo de garantir apoio a suas candidaturas. Nesse sentido, a figura de Tarcísio de Freitas é considerada crucial, mesmo na hipótese de ele optar por disputar a reeleição em 2026. Uma ala mais pragmática do governo argumenta que, ao tentar mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio poderá fortalecer a votação do candidato de direita em São Paulo, que é o maior colégio eleitoral do país.

O cenário eleitoral no Rio de Janeiro e Nordeste

Por outro lado, enquanto Flávio Bolsonaro pode puxar muitos votos no Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo, seus apoiadores acreditam que sua pré-candidatura também poderá fortalecer a votação dos Bolsonaro em São Paulo. Entretanto, o nome de Flávio pode ser um obstáculo para candidatos a governos estaduais de centro-direita e direita no Nordeste, onde a rejeição ao ex-presidente é mais acentuada. Nesse contexto, há uma dificuldade em dar apoio ao filho de Bolsonaro em troca do desgaste que isso poderia acarretar nessa região.

O cenário político se torna cada vez mais complexo à medida que a corrida eleitoral se aproxima, e a figura de Flávio Bolsonaro será um ponto central nessa disputa. As próximas semanas e meses serão decisivas para entender como o eleitorado receberá essa pré-candidatura e quais alianças podem ser formadas para concretizá-la.

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