Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Flávio Bolsonaro anuncia candidatura à presidência e enfrenta investigações

Nesta sexta-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou que foi escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para ser candidato à presidência da República nas eleições de 2026. Flávio, frequentemente lembrado por seu perfil político como articulador e empresário, tem estado sob a sombra de várias investigações, incluindo um suposto esquema de rachadinha, que envolve desvios irregulares de salários no gabinete.

A conturbada trajetória política de Flávio

Flávio Bolsonaro se destacou na política, mas seu caminho tem sido tumultuado por escândalos. Em recente episódio, o senador se viu na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) após publicar um vídeo em que convocava a população a se manifestar contra a prisão domiciliar do pai. “Você vai lutar pelo seu país ou vai assistir tudo do sofá da sua casa?” indagou Flávio, provocando reações negativas.

A postagem levou à decretação da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que as declarações de Flávio “incitaram o desrespeito ao texto constitucional, à decisão judicial e às próprias instituições”, demonstrando uma tentativa de causar tumulto social e desrespeitar a democracia.

A investigação do esquema de rachadinha

Uma das principais investigações envolvendo Flávio Bolsonaro diz respeito ao denominado esquema de rachadinha. Em 2020, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou algumas provas, enfraquecendo as acusações e levando ao arquivamento do caso. Essa investigação revelou movimentações financeiras que levantaram suspeitas e desconforto em relação à sua gestão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Movimentações financeiras suspeitas

Em 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) destacou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. Os promotores alegaram que esse dinheiro estaria sendo lavado através de uma loja de chocolates no Rio de Janeiro, que já foi alvo de operações policiais. Ao todo, 13 funcionários teriam participado do esquema de rachadinha, coordenado, segundo as investigações, por Queiroz, que foi preso durante as apurações.

Além de movimentações financeiras, as investigações também revelaram que Flávio utilizou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo em atividades supostamente ilícitas. Em 2020, o então procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, denunciou Flávio e mais 16 pessoas, inclusive Queiroz, por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.

Peripécias jurídicas e reviravoltas no caso

A defesa de Flávio alega que o caso deveria ser tratado no âmbito do foro privilegiado, o que levou a um jogo de empurra entre tribunais. Após uma série de decisões e contradecisões, o STJ acabou anulando algumas quebras de sigilo, levando a um embate jurídico que se arrasta desde 2018. Vários pedidos de anulação de denúncias foram protocolados, mas a luta judicial continua.

Linha do tempo do esquema de rachadinha

  • Janeiro de 2018: O MP-RJ recebe relatório do Coaf sobre movimentações financeiras suspeitas.
  • Julho de 2018: MP solicita novos relatórios sobre Flávio.
  • Março de 2019: Flávio é incluído em Procedimento Investigatório Criminal (PIC).
  • Abril de 2019: Quebra de sigilo de Flávio e assessores é determinada.
  • Dezembro de 2019: Loja de chocolates é alvo de operação por lavagem de dinheiro.
  • Junho de 2020: Queiroz é preso; foro privilegiado é concedido a Flávio.
  • Outubro de 2020: Receita começa a apurar acessos indevidos a dados de Flávio.
  • Novembro de 2020: Denúncia contra Flávio é apresentada ao TJ-RJ.
  • Fevereiro de 2021: STJ anula a quebra de sigilo.
  • Novembro de 2021: STF anula laudos do Coaf, mas mantém validade do documento original.
  • Abril de 2022: Pedido de anulação da denúncia é protocolado.

Essa história continua a se desenrolar em meio aos preparativos de Flávio Bolsonaro para a corrida presidencial em 2026. Os acontecimentos moldam não apenas o futuro político do senador, mas também a trajetória do Brasil em um momento de polarização política intensa.

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