O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, conhecido por suas tentativas de chegar à presidência do Brasil, comunicou nesta sexta-feira, 17 de outubro, à direção do Partido Democrático Trabalhista (PDT) que está saindo da sigla. A decisão marca um novo capítulo na trajetória política de Ciro, que já se destacou nas eleições presidenciais de 2018 e 2022. Agora, ele avalia a possibilidade de se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ou ao União Brasil, com o objetivo de compor uma candidatura que se oponha ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
Motivos da saída do PDT
Conforme informações veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmadas pelo GLOBO, Ciro entregou uma carta ao presidente do PDT, Carlos Lupi, notificando sua saída. No entanto, Lupi não foi encontrado para comentar a situação. Ciro estava filiado ao PDT desde 2015 e foi a principal voz da sigla nas últimas duas corridas presidenciais. Seu desempenho em 2018 foi destacado como o melhor da história do partido desde Leonel Brizola, em 1989, quando ajudou a eleger 28 deputados federais, estabelecendo a maior bancada do PDT no pós-Brizola.
Desempenho eleitoral e futuros planos
Apesar de seu forte desempenho em 2018, a situação mudou na eleição de 2022, onde Ciro obteve apenas 3% dos votos, o que representa seu pior resultado nas urnas. Além disso, a bancada do PDT na Câmara caiu para 17 deputados, marcando um recorde negativo para a sigla. Ciro manifestou seu descontentamento em entrevistas recentes, indicando que não estava satisfeito com a decisão do PDT de se aliar ao PT tanto no governo federal quanto no estado do Ceará.
Críticas a Lupi e possíveis novas alianças
Ciro, que é um crítico constante do governo Lula, expressou desagrado em relação ao tratamento do presidente do PDT, Carlos Lupi, que foi demitido do Ministério da Previdência em meio a uma crise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em perspectiva de uma possível aposentadoria da vida política após as eleições de 2022, Ciro parece ter reconsiderado e está alimentando a ideia de liderar uma candidatura de oposição, seja em nível estadual ou nacional.
No Ceará, Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza e um dos aliados mais próximos de Ciro, também deixou o PDT neste ano, optando pela filiação ao União Brasil. Esse partido, que se posiciona contra o PT no Ceará, é uma das opções que Ciro considera para sua nova filiação. Em agosto, ele participou de um evento em Brasília que anunciou a federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP).
Possibilidades de retorno ao PSDB
Outra alternativa que Ciro considera é retornar ao PSDB, partido pelo qual se elegeu governador do Ceará em 1990. Ele mantém uma boa relação com Tasso Jereissati, um dos principais líderes tucanos no estado, que é influente na sigla mesmo após sua aposentadoria da política. A reaproximação com o PSDB poderia representar um movimento estratégico para consolidar uma oposição forte ao governo petista nas próximas eleições.
Embora experimente um período de indecisões sobre seu futuro político, a saída de Ciro Gomes do PDT e sua busca por novas alianças demonstram sua disposição em continuar na luta pela presidência e na defesa de suas ideias, além de acirrar ainda mais o ambiente político brasileiro em vista das eleições de 2026.















