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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Alcolumbre e Marinho ampliam disputa pelo comando do Senado

Alcolumbre e Marinho trocam críticas enquanto articulam apoio para a eleição à presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027.

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Senador David Alcolumbre
Crédito: Lula Marques/Agência Brasil.

Davi Alcolumbre (União-AP) e Rogério Marinho (PL-RN) intensificaram na quarta-feira a disputa pela presidência do Senado, com discursos e críticas trocadas no plenário e em entrevistas. A eleição para a Mesa Diretora ocorrerá em fevereiro de 2027.

Horas após o PL oficializar a candidatura de Marinho, Alcolumbre reagiu a ataques de adversários e ironizou os questionamentos feitos por aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o resultado da eleição presidencial. Mais cedo, Marinho havia criticado a condução do Senado e a suposta influência de ministros do Supremo Tribunal Federal sobre o Congresso.

Marinho afirmou que o Senado perdeu protagonismo e passou a atuar de forma subordinada ao Executivo e ao Judiciário. Ele disse que não terá o impeachment de ministros do STF como bandeira, mas declarou que analisaria eventuais pedidos caso fosse eleito presidente da Casa.

Alcolumbre fez um discurso de cerca de oito minutos após retirar da pauta a proposta de redução da maioridade penal. Ele citou a polarização política, os ataques pessoais e as pressões para autorizar processos de impeachment contra ministros do Supremo.

O adiamento da votação ocorreu após um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para aguardar a análise do tema pelos deputados. A decisão provocou críticas do líder do PL, Carlos Portinho (RJ), que acusou Alcolumbre de descumprir um entendimento e afirmou que não faria novos acordos com o presidente do Senado.

Marinho reuniu 31 senadores da próxima legislatura para oficializar sua candidatura. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém a intenção de disputar o cargo, enquanto Alcolumbre busca consolidar o apoio de partidos governistas, do Centrão e de parlamentares de legendas adversárias.

A eleição será por voto secreto. Marinho defende o voto aberto e, caso a mudança não seja aprovada a tempo, o PL quer que os senadores revelem suas escolhas.

Fonte: O Globo

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