A Firjan estima que o estado do Rio de Janeiro reúna mais de R$ 25 bilhões em projetos de petroquímica e fertilizantes até 2030. O cenário será apresentado na publicação "Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026", com lançamento previsto para 4 de novembro.
Segundo a entidade, a expansão da infraestrutura de processamento de gás natural do pré-sal pode ampliar a produção fluminense de plásticos, produtos químicos e insumos agrícolas.
Entre os projetos está o Transforma Rio, da Braskem, em Duque de Caxias. Com investimento estimado em cerca de R$ 4,3 bilhões, a iniciativa prevê uma unidade de processamento de etano e o aumento da produção de polietileno em aproximadamente 230 mil toneladas por ano.
A expansão está associada ao gasoduto Rota 3 e ao Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí. A unidade de processamento do complexo tem dois módulos e capacidade para receber até 21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
A Petrobras também estuda produzir no local ácido acético e monoetilenoglicol, usados em tintas, embalagens PET, fibras sintéticas e outros segmentos, de acordo com a publicação.
No Norte Fluminense, o estudo cita projetos de fertilizantes nitrogenados. No Porto do Açu, está previsto um empreendimento com capacidade anual de 1,38 milhão de toneladas de ureia e 781,5 mil toneladas de amônia. Em Macaé, há um projeto de fábrica estimado em 1,8 milhão de toneladas anuais de ureia.
A Firjan afirma que a implantação das unidades depende de condições econômicas, comerciais, regulatórias e de infraestrutura. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil gastou aproximadamente US$ 8,8 bilhões com a importação de adubos e fertilizantes químicos, alta de 7,3% ante o mesmo período do ano anterior, segundo a publicação.
Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o desafio é ampliar o processamento das matérias-primas no estado. A gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da entidade, Karine Fragoso, defendeu preços competitivos para o gás natural, segurança jurídica e previsibilidade regulatória.
Fonte: O Globo