A defesa de Daniel Vorcaro acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar o Estado brasileiro por supostas violações relacionadas à prisão preventiva do banqueiro, detido desde março de 2026.
Os advogados Sergio Leonardo e Engels Muniz afirmam que Vorcaro está preso sem denúncia formal nos inquéritos em que é suspeito de fraudes financeiras bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na última semana, ele foi indiciado pela Polícia Federal no caso das negociações entre o Banco Master e o BRB.
Segundo a defesa, a revisão da prisão a cada 90 dias, prevista na legislação brasileira, não foi realizada. Os advogados também dizem que o caso está sem um juiz definido e que o banqueiro não tem foro privilegiado para que os inquéritos tramitem no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 29 de outubro, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que o caso Master permanecesse sob sua responsabilidade por até 90 dias. O inquérito estava anteriormente sob a relatoria do ministro André Mendonça.
A defesa também questionou vazamentos de conteúdos extraídos dos celulares de Vorcaro, incluindo conversas com os advogados, e citou uma perícia contratada por ela que apontaria supostas alterações nas mídias apreendidas. Os advogados levantaram dúvidas sobre a licitude da obtenção das provas e a preservação da cadeia de custódia.
O pedido à CIDH inclui a avaliação, por um juiz competente, da solicitação de liberdade em cinco dias. A defesa também pediu a interrupção dos vazamentos, a retirada das comunicações entre advogado e cliente dos autos e a preservação e entrega dos dados brutos originais à defesa.
Fonte: O Globo