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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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Ucrânia inicia retirada de moradores de Oleshki após trégua

Retirada de moradores de Oleshki começa após cessar-fogo humanitário mediado por Melania Trump.

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A retirada de moradores de Oleshki, cidade ucraniana ocupada pela Rússia na região de Kherson, começou nesta sexta-feira (30), após um cessar-fogo humanitário mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. A trégua, iniciada na terça-feira e prevista para terminar no domingo, abriu um corredor para a saída da população.

Oleshki tinha cerca de 24 mil habitantes antes da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022. Atualmente, a população é estimada em 2 mil pessoas, que enfrentam falta de alimentos, água, medicamentos, gás e eletricidade.

A retirada de minas terrestres permitiu a abertura da estrada usada na operação. Os moradores tiveram uma janela de quatro horas para deixar a cidade, com o apoio de um comboio de 25 ônibus, capaz de transportar até 750 pessoas, além de ambulâncias para quem tem mobilidade reduzida.

Autoridades ucranianas e russas chegaram a Oleshki para supervisionar a operação. Entre elas estavam o comissário de Direitos Humanos da Ucrânia, Dmitro Lubinets, e sua homóloga russa, Yana Lantratova, que viajaram juntos a partir de Armiansk, na Crimeia, território ocupado por Moscou.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades russas, os moradores puderam escolher entre seguir para áreas controladas por Moscou ou para regiões administradas por Kiev. Quem optar por retornar à Ucrânia deverá passar por Anapa, no sul da Rússia, seguir de avião até Gomel, na Bielorrússia, e depois atravessar a fronteira por terra até a região de Chernihiv.

Apesar da operação, várias centenas de moradores decidiram permanecer em Oleshki. A Rússia informou ter preparado dezenas de toneladas de alimentos, medicamentos, produtos de higiene e combustível para geradores de energia destinados à população que ficar na cidade.

O negociador ucraniano David Arakhamia informou que a retirada e a distribuição de ajuda humanitária começaram. Lubinets afirmou que as pessoas que escolherem permanecer receberão assistência, enquanto a aproximação com a representante russa provocou críticas entre ucranianos.

A trégua em Kherson é apresentada como a mais longa interrupção dos combates em um ponto da linha de frente desde o início da guerra. Ataques russos, porém, continuaram em outras regiões: em Dnipro, cerca de 200 mil casas ficaram sem energia após bombardeios, e um ataque com drone contra uma estação ferroviária da cidade matou pelo menos 14 pessoas, segundo a fonte.

Fonte: O Globo

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