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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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EUA demitem general acusado de vazar informações sobre o Irã

General responsável pelo planejamento do Exército dos EUA é demitido após ser acusado de vazar informações sigilosas sobre o Irã.

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu o tenente-general Brett Sylvia, responsável pelo planejamento do Exército no Estado-Maior Conjunto, sob acusação de vazar informações sigilosas sobre o Irã à imprensa. A decisão foi anunciada em 30 de outubro de 2026, enquanto o governo de Donald Trump avalia novos ataques contra o país.

Segundo autoridades americanas, Sylvia foi submetido a três testes de polígrafo e não obteve resultado satisfatório. O governo, porém, não apresentou detalhes nem provas que sustentassem as acusações de vazamento.

Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, afirmou que o Departamento de Defesa tem “tolerância zero para a divulgação intencional e não autorizada de informações classificadas”. Em comunicado, ele disse que uma investigação extensa foi conduzida e que Hegseth tomou medidas administrativas para proteger informações sensíveis.

A investigação faz parte de uma iniciativa inédita do Pentágono para identificar responsáveis por vazamentos. Em agosto, cerca de 50 integrantes do Estado-Maior Conjunto foram submetidos a testes de polígrafo após reportagens sobre a redução dos estoques de mísseis de longo alcance, interceptadores Patriot e outras munições.

Os resultados de testes de polígrafo são considerados pouco confiáveis e não podem ser usados como prova em tribunais militares. Uma autoridade do Pentágono informou que o caso de Sylvia foi encaminhado ao Departamento de Justiça, mas ainda não está claro se os investigadores encontraram evidências de irregularidade criminal.

Sylvia ocupava um cargo estratégico no Estado-Maior Conjunto, com atribuições relacionadas ao planejamento e à formulação de políticas militares em diferentes regiões, incluindo Ucrânia e Irã. Antes, ele chefiou a divisão do Exército responsável por ataques aéreos e comandou uma unidade no Iraque.

A demissão ocorre enquanto o governo Trump considera novos bombardeios contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Na semana passada, o presidente mencionou a possibilidade de uma nova operação, em referência aos ataques americanos e israelenses contra o país em fevereiro.

Fonte: O Globo

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