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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Ministra prevê novo CNU em 2027 e projeto contra supersalários

Esther Dweck prevê novo Concurso Nacional Unificado no segundo semestre de 2027 e afirma que projeto contra supersalários está pronto.

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A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou em entrevista ao jornal O Globo que o governo planeja realizar uma nova edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) no segundo semestre de 2027, com entre 2 mil e 3 mil vagas.

Segundo Dweck, a realização do concurso dependerá da manutenção de espaço orçamentário para contratações no Congresso Nacional e da disponibilidade fiscal. O governo também avalia a participação de estados e municípios no certame.

A ministra disse que o governo já elaborou um projeto para limitar os chamados supersalários e definir quais pagamentos podem ser classificados como verbas indenizatórias. A proposta aguarda uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o envio exclusivo pelo Executivo ou a construção de um texto conjunto com os demais Poderes.

De acordo com Dweck, o projeto prevê uma lista taxativa de indenizações, um limite para o total desses pagamentos e restrições proporcionais ao salário para verbas que não estejam diretamente associadas à remuneração.

A ministra também defendeu a trajetória de ajuste fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que estabelece como referência um superávit primário equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final do próximo governo.

Entre as medidas de gestão citadas por Dweck estão a digitalização de serviços, a centralização de compras e estruturas administrativas e a ampliação do uso da biometria em programas sociais. Segundo ela, a integração de cadastros com a biometria até 2028 poderá reduzir fraudes e gerar uma economia de pelo menos R$ 15 bilhões por ano.

Sobre os gastos com pessoal, Dweck afirmou que o Orçamento enviado pelo governo prevê espaço para novas contratações e eventuais reajustes. Ela disse que, fora universidades e institutos, os demais ministérios tiveram entrada líquida de cerca de 5 mil servidores durante o atual governo.

Em relação aos Correios, a ministra afirmou que a estatal segue um plano de recuperação financeira e que há conversas sobre a entrada de participação privada ou parcerias. Ela descartou, porém, a privatização da empresa.

Fonte: O Globo

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