O Itaú Unibanco reduziu de 1,2% para 0,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2027, segundo relatório divulgado em outubro de 2026. Para este ano, a estimativa passou de 1,7% para 1,6%.
O banco atribui a revisão para 2027 às condições monetárias mais restritivas, à maior pressão inflacionária e ao elevado endividamento de famílias e empresas. A projeção para a taxa de desemprego foi mantida em 5,7% em 2026 e elevada de 6,2% para 6,5% em 2027.
O Itaú também revisou as estimativas para o câmbio. A previsão para o dólar ao fim de 2026 passou de R$ 5,30 para R$ 5,40 e, para 2027, de R$ 5,50 para R$ 5,60.
Para o IPCA, a projeção de 2026 subiu de 5,1% para 5,2%. Em 2027, a estimativa passou de 4,6% para 6,1%, influenciada, segundo o relatório, por mudanças regulatórias e tributárias, como a retomada do PIS/Cofins sobre a gasolina, o fim da subvenção ao diesel no segundo semestre e o reajuste do ICMS.
O relatório também cita potenciais efeitos da Reforma Tributária sobre os preços e das mudanças na jornada de trabalho sobre os custos de mão de obra. O banco manteve as projeções de resultado primário em -0,5% do PIB em 2026 e -0,6% em 2027.
Em relação à taxa Selic, o Itaú projeta que o Banco Central interrompa o ciclo de cortes na reunião marcada para 3 e 4 de novembro e mantenha os juros em 13,75% ao longo de 2027. A estimativa anterior previa desaceleração gradual da inflação e redução da Selic para 12,5%.
Fonte: O Globo