Pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, demonstraram em 23 de outubro um drone autônomo capaz de acompanhar uma pessoa em uma floresta sem GPS ou mapa prévio do terreno.
Em um vídeo de 44 segundos divulgado pelo professor de ciência da computação Aniket Bera, o equipamento desvia de árvores e estima para onde o alvo pode ter seguido quando desaparece atrás dos troncos.
O sistema processa os dados a bordo, sem depender de servidores remotos. Sensores ajudam a criar uma representação tridimensional do ambiente, enquanto um recurso de previsão de trajetória estima onde a pessoa poderá reaparecer.
A tecnologia pode ser usada em buscas e resgates, monitoramento ambiental e inspeções em áreas remotas. A navegação sem GPS também interessa a operações militares, mas não há confirmação de que um acordo firmado por Purdue com o Laboratório de Pesquisa do Exército dos Estados Unidos tenha financiado o teste.
Uma análise do site DroneXL identificou na interface do vídeo referências ao SUPER, sistema de planejamento de movimentos, e ao FAST-LIO, ferramenta de estimativa de posição. Os dois programas foram desenvolvidos pelo laboratório MaRS, da Universidade de Hong Kong, e disponibilizados como código aberto.
Bera afirmou que sua equipe desenvolveu todas as camadas do drone do zero. A presença dos nomes dos programas na telemetria, porém, deixa sem esclarecimento quais componentes foram criados em Purdue e quais foram adaptados de ferramentas existentes. Também não foi publicado um artigo científico que descreva integralmente a arquitetura do protótipo ou permita avaliar seu desempenho em diferentes condições.
Fonte: O Globo