Os acionistas da Raízen aprovaram nesta sexta-feira, 30 de outubro, o plano de recuperação extrajudicial que prevê a divisão da companhia, operadora da marca Shell no Brasil, em duas empresas: uma voltada à distribuição de combustíveis e outra dedicada a etanol, açúcar e bioenergia.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Raízen em 9 de novembro. O plano prevê aporte de até R$ 3,5 bilhões pela Shell e de até R$ 500 milhões pela Aguassanta, holding financeira de Rubens Ometto, caso a empresa participe da operação.
A Raízen protocolou o pedido de recuperação extrajudicial em março para renegociar dívidas de aproximadamente R$ 65,1 bilhões. O plano inclui a capitalização de parte dos créditos dos credores e permite que os demais acionistas participem por meio do exercício do direito de preferência.
Após a homologação do aumento de capital, prevista para ocorrer até 18 de dezembro, Raízen S.A. e Raízen Energia terão conselhos formados por sete membros titulares e sete suplentes cada. Samuel Aguirre foi indicado para presidir o conselho da empresa de distribuição de combustíveis e lubrificantes, enquanto Julio Cesar de Toledo Piza Neto deverá comandar o conselho da companhia de etanol, açúcar e bioenergia.
Lorival Nogueira Luz foi indicado para liderar os negócios de distribuição de combustíveis e lubrificantes, e Geovane Dilkin Consul, as operações de etanol, açúcar e bioenergia. Se Rubens Ometto participar da operação, ele será conselheiro das duas empresas.
Concluído o plano de recuperação extrajudicial, as companhias deverão ser segregadas em empresas abertas, independentes e listadas em bolsa. Em declaração divulgada no material, o CEO da Raízen S.A., Nelson Gomes, afirmou que a eleição dos conselheiros e a indicação antecipada dos líderes dão previsibilidade e garantem a continuidade do plano de transformação operacional e financeira.
Fonte: O Globo