Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal, em depoimento prestado em 15 de outubro, que está disposto a falar sobre suas relações e negou ter cometido fraude na aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O ex-controlador do Master também defendeu o arquivamento do inquérito que investiga o negócio com o banco público do Distrito Federal. Segundo ele, não houve prejuízo para o BRB ou para o Master.
Apesar da versão apresentada por Vorcaro, a Polícia Federal indiciou o banqueiro e outras 13 pessoas por suspeitas de fraude relacionadas à operação. A corporação aponta Vorcaro como líder de uma organização criminosa e atribui a ele supostos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, indução a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro.
As investigações envolvem a venda de R$ 17,5 bilhões em créditos do Master ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025. De acordo com a PF, R$ 12,2 bilhões correspondiam a créditos podres, sem a devida comprovação de existência.
O BRB reconheceu perda de R$ 2,7 bilhões com as operações, e seus acionistas aprovaram, em abril, um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. Um relatório do Banco Central apontou perda potencial de R$ 11,4 bilhões, enquanto o banco não divulga resultados desde o segundo trimestre de 2025.
Ao final do depoimento, Vorcaro afirmou que espera ser inocentado e disse que os negócios estavam registrados em seu celular, que classificou como sua “maldição” e “bênção”.
Fonte: O Globo