Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, atribuiu ao ChatGPT os erros encontrados na carta em que o parlamentar se apresentou como presidente eleito do Brasil e anunciou uma atuação oposicionista a partir do exterior.
Segundo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro pediu à inteligência artificial que inserisse o brasão do Brasil no documento, mas a ferramenta escolheu um símbolo usado entre a Proclamação da República e 1968. A imagem trazia a inscrição Estados Unidos do Brazil.
O aliado também afirmou que o sistema incorporou uma versão anterior do texto, na qual Flávio era apresentado como verdadeiro presidente eleito. De acordo com ele, o documento passou por várias versões, elaboradas com a participação de mais de uma pessoa.
Figueiredo disse que a versão considerada final descrevia Flávio como verdadeiro líder, expressão que, segundo ele, refletia melhor a situação jurídica e o sentido pretendido pelo senador. Após a divulgação, o brasão e o texto foram corrigidos, e Flávio publicou uma nova versão nas redes sociais.
Na carta, Flávio afirmou ter vencido a eleição presidencial, embora o texto informe que ele foi derrotado por cerca de 4,4 milhões de votos. O senador também alegou fraude eleitoral sem apresentar provas, questionou a extensão do horário de votação e acusou o governo Luiz Inácio Lula da Silva de abuso de poder político e econômico.
Flávio está nos Estados Unidos após deixar o Brasil. Segundo o conteúdo divulgado, ele pretende comandar a oposição ao governo petista do exterior e apresentar nos próximos dias uma estratégia de mobilização de apoiadores.
Fonte: O Globo