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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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ECONOMIA

PIB dos EUA cresce 3,4% no terceiro trimestre

PIB dos Estados Unidos cresce 3,4% no terceiro trimestre, impulsionado por investimentos empresariais e pelo consumo das famílias.

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PIB dos EUA cresce 3,4% no terceiro trimestre

A economia dos Estados Unidos cresceu 3,4% no terceiro trimestre, na taxa anualizada, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado, referente aos três meses encerrados em setembro, supera o avanço de 2,2% registrado no segundo trimestre e as projeções medianas de economistas consultados pela Bloomberg.

O desempenho foi impulsionado por investimentos empresariais, muitos relacionados à inteligência artificial, e pela força do consumo das famílias. Os gastos dos consumidores aumentaram 3,8% em termos anualizados pelo segundo trimestre consecutivo.

Os investimentos empresariais avançaram 12,7%, maior alta desde 2020. Os gastos com equipamentos de processamento de informações e equipamentos industriais tiveram forte crescimento, enquanto os investimentos residenciais continuaram limitando a expansão econômica.

Os investimentos em equipamentos deram a maior contribuição ao PIB desde 2011, desconsiderado o período de recuperação após a pandemia. As exportações líquidas retiraram 3,3 pontos percentuais do crescimento, enquanto os estoques acrescentaram 1,6 ponto percentual.

Dados divulgados separadamente pelo BEA mostraram que o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, subiu 0,5% em setembro. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3%; ambos os resultados ficaram dentro das expectativas.

Os gastos pessoais reais ficaram praticamente estáveis no fim do trimestre. Segundo o conteúdo divulgado, preços de combustíveis e outros produtos, tarifas impostas pelo governo Donald Trump e taxas de financiamento imobiliário elevadas pressionaram consumidores e o setor habitacional.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que os gastos domésticos permanecem resilientes, apesar das incertezas geopolíticas. Ele também citou o crescimento da produtividade e os investimentos de capital como fatores fortes da economia.

Empresas de diferentes setores relataram que o consumo continua resistente, embora os preços elevados estejam entre as principais preocupações das famílias. Carol Tomé, presidente-executiva da United Parcel Service (UPS), disse que consumidores sem patrimônio enfrentam maior pressão financeira.

Fonte: O Globo

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