Veículos de imprensa dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Argentina repercutiram a viagem de Flávio Bolsonaro após a derrota no segundo turno das eleições e o conteúdo de uma carta na qual ele se autoproclamou presidente do Brasil e alegou fraude eleitoral sem apresentar provas.
O senador deixou o Brasil em etapas e chegou a Miami nesta quarta-feira, acompanhado da família, segundo as informações repercutidas pela imprensa internacional. O New York Times publicou uma foto da chegada na capa e informou que o Departamento de Estado americano planejava emitir vistos para permitir a entrada legal do grupo no país.
De acordo com o jornal americano, a assistência dos Estados Unidos à viagem poderia elevar as tensões entre o governo de Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agência Reuters afirmou que a vitória de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, por líderes mundiais, observadores internacionais e pelo próprio partido de Bolsonaro.
O britânico The Guardian classificou a carta, ao citar jornais brasileiros, como um texto de teor golpista. O periódico também informou que Flávio apagou uma versão do documento e publicou outra na qual passou a se apresentar como líder do Brasil, além de ressaltar que as alegações de fraude não tinham evidências apresentadas.
Na Argentina, o jornal La Nación acompanhou a passagem de Flávio pelo país e a chegada aos Estados Unidos. O veículo abordou as diferentes versões da carta, os brasões usados no documento e as comparações feitas com Juan Guaidó e Charles de Gaulle.
Fonte: O Globo