O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ignorar a carta divulgada pelo candidato derrotado do PL, Flávio Bolsonaro, após sua chegada aos Estados Unidos. Aliados avaliam que o episódio provoca desgaste político ao próprio candidato.
Segundo um auxiliar de Lula, a situação é "ridícula" e conveniente para o governo porque Flávio continuaria perdendo capital político. Os ataques foram deixados a partidos e parlamentares da base governista.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, fez uma referência indireta ao episódio nas redes sociais. Sem citar Flávio, escreveu: "Esperar o quê de quem se autoproclamou dono da ilha do Richarlison?"
PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT divulgaram uma nota na qual afirmam que o país não aceita interferência estrangeira no processo democrático. As siglas disseram que Flávio "buscou abrigo" junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que a contestação do resultado eleitoral não se sustenta.
O governo brasileiro também decidiu não responder à declaração de Trump de que as eleições brasileiras "pareceram fraudadas". De acordo com um auxiliar de Lula, a fala foi feita para sinalizar à direita americana, embora Trump também tenha dito gostar do presidente brasileiro e afirmado que não governa o Brasil.
Fonte: O Globo