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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Federação Israelita pede apoio do MP em caso de saudação nazista

Fierj pede apoio do Ministério Público na apuração do caso de professora filmada fazendo saudação nazista em seção eleitoral no Rio.

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A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) pediu apoio ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na apuração do caso da professora de inglês Erica Marques Pinho, de 46 anos, filmada fazendo uma saudação nazista em uma seção eleitoral de Botafogo, na Zona Sul do Rio, no domingo, 25 de outubro.

A entidade encaminhou ao Núcleo de Apoio às Vítimas e à Coordenadoria de Direitos Humanos do MPRJ o vídeo do episódio e documentos sobre o caso. Em nota, a Fierj defendeu a prisão preventiva da professora e cobrou rapidez na investigação e a adoção das medidas cabíveis.

Segundo a federação, o departamento de segurança e a assessoria jurídica da entidade oferecem apoio aos denunciantes desde que o episódio foi divulgado.

O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo), onde Erica prestou depoimento em 27 de outubro. Ela chegou pouco antes das 11h e deixou a delegacia por volta das 13h20, sem falar com a imprensa. A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento.

O advogado Marcello Ramalho, que representa Erica, afirmou que ela teria sido chamada de racista e nazista antes de fazer o gesto. De acordo com a defesa, as ofensas ocorreram após a professora chegar ao Colégio Santo Inácio usando uma camisa de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e um boné com a frase “Make America Great Again”.

Ramalho disse que a cliente teria usado o gesto de forma irônica, após ser hostilizada por eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado afirmou ainda que Erica está abalada com a repercussão e gostaria de conversar com Ian Obraska, autor da filmagem, para pedir desculpas.

Nas imagens, Obraska pergunta se Erica é nazista, e ela responde questionando se ele é comunista. Obraska, que afirma ser judeu na gravação, e outra pessoa que estava com ele denunciaram a professora. A defesa declarou que Erica não tem preconceito religioso ou racial e recomendou que ela se mantenha afastada das redes sociais durante a investigação.

A reportagem procurou Ian Obraska, mas não obteve retorno até a publicação.

Fonte: O Globo

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