O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retirou de uma carta divulgada na quarta-feira, nos Estados Unidos, a expressão “presidente eleito” após receber alertas jurídicos e ser pressionado por integrantes do PL.
A primeira versão do documento apresentava Flávio como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Após a repercussão, o trecho foi substituído por “líder do Brasil”, segundo relatos de pessoas ligadas à sua defesa e à direção partidária.
Interlocutores afirmaram que a formulação poderia gerar consequências jurídicas e desgaste político. A orientação recebida pelo senador foi evitar declarações que ampliassem os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, classificou a expressão como um “erro de confecção” e disse não haver provas de fraude eleitoral que sustentassem a contestação do resultado das urnas.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também criticou a carta. Segundo ele, o partido não concordava com o conteúdo e pretendia seguir adiante após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Paulo Figueiredo, que acompanha Flávio nos Estados Unidos, apresentou outra explicação para a divulgação das duas versões. Ele atribuiu a publicação do texto antigo a um erro no uso de inteligência artificial durante a preparação do documento.
As duas versões mantiveram acusações de fraude eleitoral sem provas, de acordo com o conteúdo divulgado. Flávio deixou o Brasil na terça-feira, desembarcou em Miami na manhã de quarta-feira e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula a partir do exterior.
Fonte: O Globo