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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Aliados negociam candidatura única contra Alcolumbre no Senado

Aliados de Rogério Marinho e Tereza Cristina negociam candidatura única para enfrentar Davi Alcolumbre na disputa pelo Senado.

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Aliados dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) negociam uma candidatura única para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela Presidência do Senado. A articulação ocorre em meio à reorganização da oposição e tenta evitar a divisão de votos entre os dois nomes.

Alcolumbre já reúne o apoio anunciado por União Brasil e PP, além de respaldos e sinalizações favoráveis de MDB, PSD e PT. A votação secreta, porém, permite dissidências entre parlamentares mesmo quando as direções partidárias formalizam uma posição.

O principal impasse nas negociações é a escolha do candidato. A família Bolsonaro defende Marinho, enquanto uma ala do Centrão considera que Tereza Cristina teria maior capacidade de atrair votos de diferentes grupos políticos.

O PL marcou uma reunião para a próxima quarta-feira com parlamentares em exercício e eleitos para discutir a estratégia nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. A intenção é lançar Marinho oficialmente, mas aliados ainda tentam construir um acordo com Tereza Cristina.

Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recebeu o apoio público do senador, que está nos Estados Unidos, e de seus aliados. O PL elegeu a maior bancada do Senado e busca ampliar seu protagonismo na oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tereza Cristina é defendida por interlocutores do Centrão que citam sua relação com parlamentares de centro e com o setor agropecuário. Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, ela já afirmou que deseja ser a primeira mulher a presidir o Senado.

A movimentação ocorre apesar do apoio formal da federação União Brasil-PP à recondução de Alcolumbre. Os presidentes das duas siglas, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, anunciaram a posição, que provocou resistência entre integrantes das próprias bancadas.

Tereza Cristina afirmou que os 54 senadores eleitos e reeleitos ainda não haviam sido diplomados e deveriam participar da definição sobre o comando da Casa. Marinho também questionou se a decisão das direções partidárias seria acompanhada pelas bancadas.

Alcolumbre tem intensificado as conversas com senadores eleitos e reeleitos e oferecido gabinetes em busca de apoio. Segundo o conteúdo original, ele também sinalizou a possibilidade de discutir um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e enfrenta críticas de senadores da direita sobre a condução de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado também negou irregularidades após a divulgação de mensagens que mostram sua proximidade com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Alcolumbre afirmou que as conversas tinham caráter pessoal e que era alvo de ataques injustos.

Fonte: O Globo

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