Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, teria organizado o jato que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil aos Estados Unidos após a derrota eleitoral de domingo, segundo reportagem publicada pelo The New York Times nesta quinta-feira, 29 de outubro.
Miller é apontado como estrategista republicano ligado ao presidente Donald Trump e um dos principais nomes da comunicação digital do trumpismo. Ele também participou de agendas relacionadas ao bolsonarismo no Brasil e criticou, nas redes sociais, a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Próximo de aliados do bolsonarismo, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Miller já apareceu ao lado de Jair Bolsonaro em compromissos políticos. Durante a campanha, pediu votos para o candidato do PL após uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump em Washington.
De acordo com o jornal americano, o plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que Flávio Bolsonaro recebeu a determinação de entregar os passaportes. A medida cautelar havia sido ordenada no dia anterior por Alexandre de Moraes, e Eduardo Bolsonaro teria procurado Miller após ser informado da decisão.
Uma fonte do governo ouvida pelo New York Times afirmou que Flávio Bolsonaro é esperado para solicitar residência permanente nos Estados Unidos, conhecida como green card. Segundo a mesma fonte, o processo poderia ser acelerado, à semelhança do procedimento concedido a Eduardo Bolsonaro.
Nascido em Washington, Miller é formado em Ciência Política pela Universidade George Washington e iniciou a carreira como assistente no Senado, segundo o jornal. Na quinta-feira, Trump classificou as eleições presidenciais brasileiras como uma “vergonha” e disse que parabenizaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora tenha afirmado que não tomou partido no pleito a pedido de Lula.
Fonte: O Globo