Ir para o conteúdo

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Possível saída de Flávio Bolsonaro gera desconforto no PL da Alerj

Possível saída de Flávio Bolsonaro do país provoca desconforto no PL da Alerj e leva aliados a sinalizar distanciamento político.

Compartilhe
WhatsApp

A possível saída de Flávio Bolsonaro do país gerou desconforto entre deputados do PL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) após o segundo turno das eleições, realizado nesta terça-feira.

O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), não conduziu a sessão. Segundo a informação divulgada, ele retornava de Brasília para o Rio de Janeiro. Índia Armelau (PL), deputada mais votada da nova legislatura e alinhada ao bolsonarismo, esteve no plenário, mas não comentou o caso.

Anderson Moraes (PL), apontado como candidato da família Bolsonaro no estado e cotado para presidir a Alerj caso Flávio vencesse a disputa pelo Palácio do Planalto, também evitou falar sobre o assunto. O vice-presidente da Casa, Guilherme Delaroli (PL), e outros integrantes do partido adotaram postura semelhante.

Nos bastidores, deputados demonstraram preocupação com os efeitos políticos do episódio sobre o grupo fluminense. Integrantes do PL avaliaram que a situação "não pegou bem" e indicaram possível distanciamento político em relação ao senador, inclusive entre aliados próximos do bolsonarismo.

Em Brasília, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou parlamentares da legenda para uma reunião sobre a crise. Na Alerj, uma das poucas manifestações do partido sobre o cenário nacional veio de Renan Jordy, que parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória no segundo turno, mas fez críticas às perspectivas do próximo governo.

Jordy também mencionou o debate sobre o enquadramento de facções criminosas, como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, em referência à discussão sobre narcoterrorismo.

Deputados do PSOL, do PT e do PCdoB usaram a sessão para celebrar a vitória de Lula e defender o respeito ao resultado das urnas. Renata Souza (PSOL) afirmou que a maioria dos eleitores deve ser respeitada e associou a presença dos parlamentares no Legislativo à confiança na urna e na disputa democrática.

Também do PSOL, Flávio Serafini relacionou a vitória de Lula ao legado dos governos petistas no combate à desigualdade social e às mudanças nas condições de vida da classe trabalhadora.

Fonte: O Globo

Leia também