Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) minimizaram a possível saída dele do Brasil após a derrota na eleição presidencial. O senador foi intimado pela Polícia Federal a entregar o passaporte, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mas não cumpriu o prazo e, segundo o conteúdo divulgado, estaria a caminho dos Estados Unidos.
Flávio recebeu 59,8 milhões de votos, cerca de 4 milhões a menos que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terminou o pleito reeleito. Após a apuração, o candidato do PL não reconheceu a vitória de Lula e afirmou que pediria a anulação da eleição.
O senador Sergio Moro, recém-eleito governador do Paraná, defendeu a decisão nas redes sociais. Em uma publicação no X, disse que o país vive "longe da normalidade institucional" e que, nesse contexto, "Flávio deixar o país é compreensível".
Carlos Jordy (PL), recém-eleito senador pelo Rio de Janeiro, afirmou que Flávio foi aos Estados Unidos "para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes". O senador Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa presidencial do PL, declarou solidariedade ao aliado e disse, em vídeo, que "algumas derrotas são vitórias".
Em outra manifestação, Flávio afirmou que pediria ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa de Lula por abuso de poder político e econômico, citando um pacote de benefícios aprovado antes da votação.
Fonte: O Globo