O ativista palestino Mahmoud Khalil retornou em 27 de outubro de 2026 à Universidade de Columbia, em Nova York, pela primeira vez desde que foi detido em março de 2025 durante a ofensiva contra ativistas pró-palestinos nos Estados Unidos.
Nascido na Síria e residente permanente nos Estados Unidos, Khalil permaneceu preso por três meses sem acusações criminais e foi libertado em junho de 2025. Ele participou de um evento sobre suas novas memórias, que reuniu cerca de 100 pessoas.
Em entrevista à AFP, o ativista, de 31 anos, afirmou que o retorno representava uma vitória e acusou a universidade de tentar apagar vozes palestinas do campus.
Khalil também criticou a reação da Columbia às manifestações estudantis de 2024. Segundo ele, a instituição permitiu que a polícia de Nova York retirasse os manifestantes do campus de Manhattan, enquanto a universidade afirmou na ocasião que os protestos representavam uma ameaça à segurança.
O ativista ainda acusou a instituição de não tê-lo protegido de assédio antes de sua prisão. Grupos de judeus criticaram seu retorno nas redes sociais.
Um porta-voz da Columbia afirmou que a universidade está comprometida com o debate rigoroso, a investigação e o diálogo respeitoso entre perspectivas divergentes.
Fonte: O Globo