Autoridades de Utah, nos Estados Unidos, anunciaram em 28 de outubro de 2026 que consideram solucionado o assassinato de Melissa Ann Smith, de 17 anos, ocorrido em 1974, e atribuíram a morte ao serial killer Ted Bundy após novas análises de DNA.
Melissa desapareceu em 18 de outubro de 1974, depois de visitar restaurantes na região. Nove dias depois, caçadores encontraram o corpo da adolescente em uma área de mata no condado de Summit.
Peritos identificaram correspondências genéticas entre vestígios coletados no corpo de Melissa e evidências relacionadas a Laura Ann Aime, também de 17 anos. A participação de Bundy na morte de Laura, ocorrida em 1974, foi confirmada por exames em abril de 2026.
Segundo a promotora de Summit County, Margaret Olson, as circunstâncias do crime também apresentavam semelhanças com o padrão atribuído ao serial killer, incluindo motivação, meios e oportunidade. A família de Melissa foi informada sobre a conclusão da investigação, mas parentes próximos recusaram o convite para participar do anúncio.
A análise foi possível porque vestígios biológicos foram preservados ao longo das décadas. Uma tecnologia incorporada ao laboratório criminal de Utah em 2023 ampliou a capacidade de examinar amostras pequenas, degradadas ou com material genético de mais de uma pessoa.
As autoridades ainda investigam o desaparecimento de Nancy Wilcox, de 16 anos, ocorrido em outubro de 1974. Bundy confessou ter matado a adolescente nos últimos dias de vida, mas os investigadores não encontraram provas que confirmem oficialmente a autoria.
Bundy foi executado na Flórida, em 1989, pelos assassinatos de duas mulheres na Universidade Estadual da Flórida, em 1978. Ele foi associado à morte de pelo menos 30 mulheres e meninas em diferentes estados americanos durante a década de 1970, embora o total possa ser maior.
Fonte: O Globo