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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Centrão discute mudança no sistema eleitoral com Hugo Motta

Presidentes de partidos do Centrão discutem com Hugo Motta uma mudança no sistema eleitoral ainda em 2026.

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Presidentes de partidos do Centrão se reúnem na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir uma mudança no sistema eleitoral ainda em 2026. Líderes das legendas também devem participar.

As siglas tratam a proposta como prioridade diante do crescimento do PL no Congresso e da redução do tamanho do Centrão. Segundo um aliado de Motta ouvido sob reserva, o grupo pretende aprovar a reforma antes da posse dos novos deputados.

A discussão ainda não tem consenso entre os partidos e enfrenta resistências internas, além de oposição no PT e no PL. A intenção é reduzir a influência de parlamentares considerados "puxadores de votos" e fortalecer as siglas de centro.

Segundo relatos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), autorizou Motta a articular um texto de consenso. O PL elegeu 121 deputados federais e será a maior bancada a partir de fevereiro; União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos elegeram juntos 207 parlamentares, 19 a menos do que possuem atualmente.

Entre os formatos discutidos estão o sistema distrital misto, com parte dos deputados eleita por distritos e parte por listas preordenadas dos partidos, e o distritão, no qual os candidatos mais votados em cada estado são eleitos independentemente do desempenho das legendas.

Os deputados Domingos Filho (PSD-CE) e Renata Abreu (Podemos-SP) se reuniram nesta terça-feira com bancadas para discutir os textos. Domingos defende o distrital misto a partir das eleições municipais de 2028, enquanto Renata apoia o distritão, que exige mudança na Constituição e aprovação por 308 deputados.

Um integrante da cúpula do Centrão avaliou ser difícil que a reunião desta quarta-feira produza uma decisão, devido à falta de consenso. Apesar disso, o grupo pretende continuar articulando a votação da proposta ainda neste ano.

Fonte: O Globo

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