Kylian Mbappé perdeu contratos publicitários e passou a enfrentar restrições em plataformas digitais e na televisão estatal da China após comentários associados a um meme sobre Mao Tsé-tung, em repercussão registrada em 27 de outubro de 2026.
As empresas Eastroc Beverage Group e China Mengniu Dairy anunciaram o fim das parcerias com o jogador. Segundo a agência France-Presse, a fabricante de queijos Milkground também comunicou o encerramento imediato do contrato com o francês.
A emissora estatal CCTV teria retirado anúncios com Mbappé, interrompido transmissões de partidas com o atacante e apagado publicações sobre ele no Weibo. As contas do jogador no Weibo e no Xiaohongshu, ambas com cerca de 1 milhão de seguidores, receberam avisos de silenciamento por suposta violação das regras das plataformas.
A polêmica começou após a divulgação de uma entrevista em que Mbappé contou ter compartilhado com amigos um meme que, segundo ele, mostrava um homem que acreditava ser um ditador chinês, com o rosto do jogador sobreposto ao da pessoa retratada. O veículo taiwanês ETtoday informou que a imagem fazia referência a Mao, mas os serviços de verificação digital da AFP não haviam confirmado inicialmente a autenticidade do vídeo.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que palavras ou atos considerados ofensivos ao povo chinês enfrentam oposição da sociedade do país e classificou essa rejeição como natural.
Após a repercussão, as ações da Eastroc recuaram até 4,1% em Xangai, enquanto os papéis da Mengniu caíram cerca de 3% em Hong Kong. A fabricante suíça de tênis On Holding também apagou publicações relacionadas a Mbappé de suas contas nas redes sociais chinesas.
Fonte: O Globo