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domingo, 25 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Petróleo acima de US$ 110 pressiona subsídios e preços da Petrobras

Alta do petróleo pressiona o próximo governo brasileiro a decidir sobre subsídios e preços dos combustíveis da Petrobras.

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A alta do petróleo, que levou o barril do tipo Brent a US$ 117 na sexta-feira (23), deve pressionar o próximo governo brasileiro a decidir sobre a manutenção de subsídios aos combustíveis e a política de preços da Petrobras. No acumulado de 2026, a cotação subiu cerca de 80%, segundo as informações divulgadas.

O conflito no Oriente Médio, que entrou no nono mês, elevou as preocupações com os preços do diesel e da gasolina e com os efeitos sobre a estabilidade econômica. A subvenção ao diesel, prorrogada em setembro até 26 de outubro, deve ser estendida por pelo menos mais 30 dias.

Desde o início da guerra, o preço do diesel da Petrobras para as distribuidoras permaneceu praticamente estável, enquanto a gasolina subiu menos que as cotações internacionais. O resultado foi atribuído às subvenções e às desonerações tributárias adotadas pelo governo.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que a defasagem do diesel vendido pela Petrobras em relação aos preços internacionais esteja próxima de 100%. Já analistas do Goldman Sachs avaliam que o preço realizado pela estatal, considerando os subsídios, está 21% abaixo da paridade internacional.

Para Marcos Praça, diretor de Análise da Zero Markets, o governo terá de escolher entre ampliar o subsídio, absorvendo parte do impacto externo, ou permitir uma alta dos combustíveis que pode aumentar a insatisfação da população.

Economistas da XP estimam que o governo gaste cerca de R$ 9 bilhões por mês com subvenções ao diesel e à gasolina. Segundo o relatório, a elevação das receitas públicas associadas ao petróleo pode compensar parte do custo e abrir espaço fiscal para ampliar os subsídios quando o barril superar US$ 105.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo poderá manter a ajuda caso o Brent continue em nível elevado e as receitas extraordinárias com o petróleo aumentem. Ele disse que a medida teria o objetivo de reduzir o impacto da guerra sobre os preços nas bombas, sem tabelar ou congelar os combustíveis.

O governo também avalia a manutenção do imposto de exportação sobre o petróleo cru, criado durante o conflito. De acordo com Durigan, o tributo tem função regulatória para estimular o envio da produção às refinarias brasileiras, embora também produza efeito fiscal.

A valorização do petróleo favoreceu as contas externas do Brasil e as ações da Petrobras. As ações preferenciais da estatal acumulam alta de 110% em 2026, enquanto o superávit comercial brasileiro com petróleo e derivados chegou a US$ 31,22 bilhões entre janeiro e setembro, recorde para o período.

O risco de uma nova escalada no Oriente Médio continua influenciando os mercados. Segundo Vivek Dhar, analista do Commonwealth Bank of Australia, os preços do petróleo passaram a incorporar a possibilidade de redução dos estoques de óleo e derivados.

Fonte: O GLOBO

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