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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Lula enfrenta mercado à espera de sinais sobre política fiscal

Após a vitória, Lula não detalha a política fiscal e deixa o mercado à espera de sinais sobre as contas públicas e a equipe econômica.

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Após a vitória eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva deixou em aberto, em seu discurso de vitória, os rumos da política fiscal e da futura equipe econômica, temas que mantêm o mercado financeiro em alerta.

Na fala, Lula mencionou a ampliação de investimentos em economia verde e no desenvolvimento digital na era da inteligência artificial. O presidente não apresentou sinalização específica sobre o equilíbrio das contas públicas.

A análise aponta que o próximo governo terá de lidar com uma economia em desaceleração, juros elevados, choques externos e um ambiente político dividido. Também será necessário adaptar o Orçamento às promessas de campanha e buscar uma melhora gradual do resultado primário.

Entre os desafios está o crescimento das despesas obrigatórias, influenciado pela política de reajuste real do salário mínimo. A regra afeta benefícios previdenciários, o Benefício de Prestação Continuada, o abono salarial e o seguro-desemprego.

O texto também cita a necessidade de desacelerar medidas de crédito classificadas como parafiscais, adotadas com intensidade ao longo do ano. A avaliação é que uma gestão mais prudente das contas públicas pode contribuir para reduzir a pressão sobre o custo de vida.

A composição da equipe econômica será um dos principais sinais observados pelo mercado. O vice-presidente Geraldo Alckmin chegou a ser mencionado como possível ministro da Fazenda, enquanto o atual titular da pasta, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, também aparecem entre os nomes considerados.

Durigan é descrito como próximo de Lula e com bom trânsito no mercado financeiro. Moretti é apontado como um nome com canais de diálogo com o mercado, mas mais alinhado ao petismo.

A avaliação apresentada é que o comando da economia continuará concentrado no presidente, independentemente de quem ocupe o Ministério da Fazenda. A questão central será se Lula adotará medidas para reposicionar a política fiscal antes que as dificuldades imponham esse movimento.

Fonte: O Globo

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