A família de Sweety Akhtar busca confirmação oficial sobre a suposta execução da mulher na Arábia Saudita, anunciada pelas autoridades sauditas em 14 de outubro de 2026. Os parentes afirmam que souberam da notícia por terceiros e pelas redes sociais, sem receber comunicação formal do governo de Bangladesh.
Segundo o anúncio saudita, Sweety e Nazrul Islam Abdul Basir, ambos cidadãos de Bangladesh, foram executados por atos descritos como imorais em uma mesquita de Meca. O Ministério das Relações Exteriores de Bangladesh informou ter tomado conhecimento da execução de dois cidadãos, mas inicialmente não conseguiu confirmar suas identidades.
A família diz que manteve contato irregular com Sweety durante o período em que ela esteve presa. Na última conversa com o pai, em 13 de outubro, ela não mencionou julgamento ou condenação à morte e teria dito anteriormente que poderia ser libertada em dois meses.
Sweety viajou para a Arábia Saudita em março de 2023 e foi presa em 2 de agosto daquele ano, segundo um memorando consular confidencial de 18 de outubro obtido pelo jornal The Daily Star. Ela trabalhava como faxineira para a empresa Al Majal e ficou detida em uma unidade feminina em Jeddah.
A acusação contra Sweety é descrita de formas diferentes em reportagens. Veículos de Bangladesh mencionaram adultério ou atos indecentes em uma mesquita, enquanto a família afirmou que ela teria sido vítima de uma armação após uma discussão com outras trabalhadoras.
Bangladesh solicitou às autoridades sauditas cópias das sentenças e detalhes dos processos. De acordo com o India Today, o governo não havia recebido resposta de Riad até 22 de outubro de 2026.
Fonte: O Globo