Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Destino de Haddad e rumo da economia entram em discussão no Lula 4

Negociações para o Lula 4 colocam o destino de Haddad e a condução da economia entre as principais discussões do novo governo.

Compartilhe
WhatsApp

As negociações para a formação do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva colocam o destino de Fernando Haddad e a condução da economia entre as principais discussões para o chamado Lula 4.

Haddad era apontado como nome praticamente certo para a Casa Civil, mas passou a disputar espaço com outros integrantes do Partido dos Trabalhadores, como Camilo Santana, após um desempenho eleitoral em São Paulo considerado menos expressivo, em termos relativos, do que o de 2022.

O ex-ministro da Fazenda também é cotado para os ministérios das Relações Exteriores, da Justiça e da Segurança Pública. A diplomacia manteria sua proximidade com Lula e aproveitaria a experiência de Haddad em agendas de finanças internacionais, como G20, Brics e Cop30.

A Segurança Pública poderia ampliar o peso político de Haddad em uma eventual disputa pela sucessão de Lula em 2030, já que a criminalidade aparece entre as principais preocupações da população. A pasta está vinculada à aprovação de uma proposta de emenda à Constituição em tramitação no Senado.

A definição sobre Haddad também pode influenciar o futuro de Dario Durigan no Ministério da Fazenda. Após o estresse registrado no mercado financeiro em 26 de outubro de 2026, Lula deverá ser pressionado a apresentar sinalizações sobre a condução econômica do quarto mandato.

Além da possibilidade de permanência de Durigan, são citados como alternativas o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro e senador Renan Filho.

Segundo o conteúdo original, a escolha dos nomes pode influenciar a percepção do mercado, mas a sinalização decisiva dependerá de Lula. O presidente terá de definir os rumos econômicos do novo governo sem repetir, de acordo com a avaliação apresentada na fonte, os erros atribuídos ao governo de Dilma Rousseff.

Fonte: O Globo

Leia também