As negociações para a formação do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva colocam o destino de Fernando Haddad e a condução da economia entre as principais discussões para o chamado Lula 4.
Haddad era apontado como nome praticamente certo para a Casa Civil, mas passou a disputar espaço com outros integrantes do Partido dos Trabalhadores, como Camilo Santana, após um desempenho eleitoral em São Paulo considerado menos expressivo, em termos relativos, do que o de 2022.
O ex-ministro da Fazenda também é cotado para os ministérios das Relações Exteriores, da Justiça e da Segurança Pública. A diplomacia manteria sua proximidade com Lula e aproveitaria a experiência de Haddad em agendas de finanças internacionais, como G20, Brics e Cop30.
A Segurança Pública poderia ampliar o peso político de Haddad em uma eventual disputa pela sucessão de Lula em 2030, já que a criminalidade aparece entre as principais preocupações da população. A pasta está vinculada à aprovação de uma proposta de emenda à Constituição em tramitação no Senado.
A definição sobre Haddad também pode influenciar o futuro de Dario Durigan no Ministério da Fazenda. Após o estresse registrado no mercado financeiro em 26 de outubro de 2026, Lula deverá ser pressionado a apresentar sinalizações sobre a condução econômica do quarto mandato.
Além da possibilidade de permanência de Durigan, são citados como alternativas o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro e senador Renan Filho.
Segundo o conteúdo original, a escolha dos nomes pode influenciar a percepção do mercado, mas a sinalização decisiva dependerá de Lula. O presidente terá de definir os rumos econômicos do novo governo sem repetir, de acordo com a avaliação apresentada na fonte, os erros atribuídos ao governo de Dilma Rousseff.
Fonte: O Globo