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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Bradesco diz que Desenrola 3 não é prioridade

Presidente do Bradesco afirma que adesão ao Desenrola 3 não é prioridade e aponta cenário de maior inadimplência e custo do crédito.

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O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que a participação do banco no Desenrola 3 não é prioridade, segundo declaração publicada em 23 de outubro de 2026. A instituição ainda analisa a proposta do governo federal, que prevê leilões para a compra de carteiras de dívidas em atraso.

De acordo com Noronha, a equipe do banco avaliou o programa e não identificou razões para um alto nível de participação. Diferentemente das etapas anteriores, o governo fará a aquisição dos créditos vencidos de bancos, instituições financeiras e, posteriormente, de empresas não bancárias.

O executivo afirmou que existem alternativas de mercado para lidar com a inadimplência e disse que o Bradesco não tem como estratégia principal a venda de carteiras de crédito problemáticas.

Noronha também declarou que o cenário eleitoral não altera os planos estratégicos do banco. Segundo ele, uma política fiscal ajustada no próximo governo poderia contribuir para a redução dos juros no médio prazo, desde que a inflação permaneça sob controle.

O presidente do Bradesco projetou pressão generalizada sobre a inadimplência e o custo do crédito. Ele citou a previsão de crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 e o elevado comprometimento da renda das famílias como fatores que tornam o ambiente mais difícil para o setor financeiro.

O banco reduziu o apetite a risco para pessoas físicas e pequenas e médias empresas rurais diante da perda de ritmo do agronegócio. A instituição concentrou operações em produtores de maior porte e com melhores avaliações de crédito, além de priorizar carteiras com garantias, como crédito imobiliário, consignado e linhas garantidas pelo governo.

No terceiro trimestre, o Bradesco registrou lucro líquido consolidado de R$ 7,435 bilhões, alta de 33,54% em relação ao mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito expandida somou R$ 1,15 trilhão, crescimento de 1,1% no trimestre e de 11,1% em 12 meses.

A carteira de pessoas físicas alcançou R$ 484,9 bilhões, enquanto a de grandes empresas chegou a R$ 392,2 bilhões, avanço anual de 14,8%. A inadimplência de curto prazo, entre 15 e 90 dias, subiu de 4% em junho para 4,2% em setembro, e as despesas com provisões para devedores duvidosos aumentaram 24,8% em um ano, para R$ 8,48 bilhões.

Fonte: O Globo

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