O Partido dos Trabalhadores (PT) levou à Justiça Eleitoral, neste domingo (25), uma denúncia de que São Paulo estaria operando com cerca de 60% da frota regular de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A medida contrariaria uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota equivalente à dos dias úteis. A ordem prevê multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento.
Passageiros relataram longas esperas e pontos lotados em regiões como Jaraguá, Vila Zilda, Avenida Ibirapuera e Estrada do M’Boi Mirim. Os relatos, porém, não permitem dimensionar quantos veículos estavam efetivamente em operação nem afirmar que a redução ocorreu de forma generalizada.
O diretório estadual do PT pediu providências urgentes para ampliar a circulação dos ônibus até o fim da votação e garantir o retorno dos eleitores. O partido também encaminhou ofícios a Nunes e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobrando medidas para os serviços municipais, metropolitanos e intermunicipais.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo confirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma petição sobre a baixa circulação de ônibus. O TRE-SP informou que o documento foi encaminhado à 1ª Zona Eleitoral, responsável por adotar as providências cabíveis.
Segundo a SPTrans, a empresa foi notificada pelo TRE-SP às 13h10 de sábado (24), menos de 12 horas antes do início da operação, e comunicou as concessionárias às 13h32. A companhia afirmou que as empresas relataram dificuldades para reorganizar escalas e jornadas de trabalho em prazo tão curto.
A SPTrans disse ainda que o planejamento original considerou a demanda do domingo anterior, quando aproximadamente 6,9 mil ônibus circularam, transportando 3,4 milhões de passageiros. A tarifa dos ônibus municipais permaneceu gratuita, conforme o programa Domingão Tarifa Zero.
Fonte: G1