A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu à Polícia Militar que mantenha as câmeras corporais ligadas e os agentes identificados durante o ato de encerramento da campanha, neste sábado (24), na Avenida Paulista, em São Paulo. Lula deve percorrer cerca de 1,2 quilômetro em carro aberto.
O coordenador da campanha no estado, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que formalizou a solicitação junto às autoridades. Segundo ele, a organização ainda não havia recebido resposta da PM e também pediu que agentes da Guarda Civil Metropolitana estejam identificados e usem câmeras ligadas.
De acordo com Carvalho, advogados do grupo Prerrogativas e do Sindicato dos Advogados de São Paulo acompanharão a manifestação e atuarão como interlocutores em eventuais ocorrências.
O presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, disse que a campanha participou, em 20 de outubro, de uma reunião com representantes da PM, da Prefeitura, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e do Metrô para definir medidas de segurança.
Segundo Kiko, as autoridades haviam solicitado a instalação de tapumes nas entradas de estações do Metrô na região da Paulista. A campanha iniciou o serviço na noite de sexta-feira (23), mas recebeu posteriormente a orientação para retirar as estruturas, sob a justificativa de que o próprio Metrô adotaria medidas de proteção. No lugar dos tapumes, foram instaladas grades.
A organização também alterou o trajeto do ato. A caminhada não seguirá pela Rua da Consolação até a Praça Roosevelt, como previsto inicialmente, e a dispersão deverá ocorrer na Praça do Ciclista. A concentração está marcada para as 14h, e a campanha espera reunir mais de 1 milhão de pessoas.
Carvalho afirmou que Lula orientou os organizadores a manter o evento pacífico. Ele também disse que a campanha recorrerá aos meios legais em caso de violência ou atuação irregular de agentes públicos.
Na manhã deste sábado, Lula participou de uma caminhada na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ato reuniu parlamentares, lideranças políticas e sociais e representantes regionais e nacionais.
Fonte: O Globo