O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a rejeição do registro de candidatura de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito no Rio de Janeiro com a segunda maior votação do estado.
Canella foi preso em 15 de outubro, durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne. Segundo a investigação, ele é apontado como articulador de um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro. O político é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes.
Em relatório assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, o MPE afirma haver elementos que relacionariam Canella à nomeação de pessoas apontadas como lideranças milicianas para cargos de primeiro escalão da Prefeitura de Belford Roxo, município que ele administrou após ser eleito em 2024.
O Ministério Público também menciona a Operação Barricada Zero e sustenta que teria havido acordos informais com integrantes do Comando Vermelho. Para o órgão, o conjunto de elementos poderia caracterizar impedimento eleitoral mesmo sem condenação criminal definitiva pelos fatos citados.
A defesa de Canella afirmou que o MPE não impugnou o registro quando foi provocado em setembro e disse esperar que o TSE reconheça a manutenção da situação jurídica do candidato. Os advogados também declararam que o deputado eleito confia na Justiça e aguarda o deferimento do registro.
Canella também havia sido preso em julho, na 6ª fase da Operação Unha e Carne, após a Polícia Federal encontrar um fuzil no carro dele. Segundo a defesa, a arma não pertencia ao político. Nas eleições de 2026, ele recebeu 197.178 votos para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Fonte: g1