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sábado, 24 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

MPE pede ao TSE rejeição do registro de Márcio Canella

MPE defende que o TSE rejeite o registro de Márcio Canella, eleito deputado estadual do RJ e investigado na Operação Unha e Carne.

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeite o registro de candidatura de Márcio Canella (União Brasil), eleito deputado estadual do Rio de Janeiro com 197.178 votos. O parecer foi apresentado após a prisão do político na 8ª fase da Operação Unha e Carne, em 15 de outubro.

Segundo o MPE, Canella é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel. A investigação aponta que ele seria articulador de um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura para lavagem de dinheiro.

O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, também menciona supostas relações de Canella com lideranças milicianas. De acordo com o documento, pessoas apontadas como integrantes desses grupos teriam sido nomeadas para cargos do primeiro escalão da Prefeitura de Belford Roxo quando ele ocupava o cargo de prefeito.

O Ministério Público Eleitoral afirma que os elementos reunidos indicam infiltração de lideranças milicianas na administração pública, apoio eleitoral à campanha de Canella e atuação dele como articulador de uma organização criminosa armada. O órgão sustenta que a ausência de condenação criminal pelos fatos não impede a análise de um eventual impedimento eleitoral.

O parecer também cita a Operação Barricada Zero e afirma que teriam ocorrido acordos informais com integrantes do Comando Vermelho durante ações de retirada de barricadas. Essas alegações integram as investigações e não representam condenação judicial.

Canella foi preso em julho, durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, após agentes encontrarem um fuzil no carro dele. Na ocasião, o político afirmou que a arma não lhe pertencia. Depois, concorreu a deputado estadual e obteve a segunda maior votação para o cargo no estado.

A defesa argumenta que o MPE não impugnou o registro quando foi provocado em setembro e afirma esperar que o TSE reconheça que não houve alteração na situação jurídica do candidato. Os advogados disseram ainda que Canella confia na Justiça e aguarda o deferimento do registro.

Fonte: g1

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