O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeite o registro de candidatura de Márcio Canella (União Brasil), eleito deputado estadual do Rio de Janeiro com 197.178 votos. A manifestação foi apresentada após a prisão do político na 8ª fase da Operação Unha e Carne, em 15 de outubro.
Segundo o relatório do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, há elementos que relacionariam Canella a grupos milicianos e a uma organização suspeita de usar postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro.
O MPE também afirmou que o candidato teria nomeado pessoas apontadas como lideranças milicianas para cargos do primeiro escalão da Prefeitura de Belford Roxo, cidade que ele administrou a partir de janeiro de 2025. O documento menciona ainda supostos acordos informais com integrantes do Comando Vermelho durante a Operação Barricada Zero.
Canella é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes. A manifestação do MPE sustenta que a ausência de condenação criminal pelos fatos não impede o reconhecimento de eventual impedimento ao registro eleitoral.
Em nota, a defesa afirmou que o Ministério Público Eleitoral não impugnou o registro quando foi provocado em setembro. Os advogados disseram esperar que o TSE reconheça que não houve alteração na situação jurídica do candidato e defira o registro.
Canella foi preso em julho, durante a 6ª fase da mesma operação, após a Polícia Federal encontrar um fuzil no carro utilizado por ele. Segundo a defesa, a arma não pertencia ao político. O TSE ainda deverá analisar o pedido sobre o registro.
Fonte: g1